Separem a pátria das chuteiras

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Procurávamos por um grande legado. E ele chegou em oito de julho. Separamos a pátria das chuteiras. Não foi só uma desclassificação. Foi sete a um em casa numa semifinal. O resultado ensurdece qualquer explicação tática ou psicológica que há — e eu até acho que há. A falência de nosso orgulho pelo futebol canarinho nos obriga a olhar para o lado e perceber que nenhuma nação desenvolvida deposita na prática de um esporte o seu patriotismo.

Historicamente, levamos goleadas da Alemanha e de outros países em quase todos os indicadores sociais e de desenvolvimento, mas sempre o futebol salvou a nossa auto-estima. Que a crônica de Nelson Rodrigues ajude a ampliar a consciência do nosso povo. Em outubro, tem Eleições.

Domingo, tem a final da Copa do Mundo no Brasil. Você pode gostar de futebol. Mas você nunca pode esquecer-se do que realmente constrói um país.

Juliano RigattiSeparem a pátria das chuteiras
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